|Monday, October 10, 2005|

Da Série: Livros para se ler cagan... No banheiro


Devo confessar que, na primeira vez que vi o livro do Biajoni, pensei que fosse alguma coisa pornô-barata. Com sexo vulgar e quase sem sentido. Assim, como se o autor fosse um velho sacana que não transou suficiente em vida e decidiu fazer um pseudo-roteiro de filme da Rita Cadilac.
Também tenho que confessar que parei de ler várias vezes, porque não gosto de ler no pc. Porque estava até o nariz de coisas pra fazer. Porque estava com preguiça. Porque não ia ficar lendo uma coisa pornográfica assim, pra todo mundo ver. Enrolei um mês e pouco.
Mas também, quando peguei o livro de jeito, li do começo ao fim em uma partida de futebol na qual o Coritiba perdeu para mais algum time desimportante.
Não tenho palavras para descrever o que pensei quando terminei o livro. A única coisa que sabia é que ele estava além das minhas classificações. Eu estava completamente errada.
Por mais que o título e a capa sugiram isso, "Sexo Anal- uma novela marrom" não é um livro indecente. O importante no livro não é o sexo, mas o fato dele ter sido feito.
Sem se prender demais em descrições (mas descrevendo), Bia mostrou os personagens de um jeito tão vivo, tão rápido, que eu desconfio que eles sejam reais. (O Luís, por exemplo, me lembrou um vizinho que eu tinha em Salvador, que passava a noite inteira ouvindo música alta, mas isso não vem ao caso....) Ficam a cargo da nossa imaginação. Sem falar na situação vivida por eles, que é tão estranha e ao mesmo tempo tão possível, que às vezes fico pensando como foi que essa idéia nasceu no Bia. Como é que ela nasce em alguém. Ela parece uma coisa que acontece, não uma coisa pensada.
Ah, e o final é muito bom. Quando um livro é bom, vai dando uma angústia no fim, porque ta acabando. Nesse livro eu já não sabia se era angústia que eu sentia, ou se era uma vontade de chegar logo lá, pra descobrir quem a Virgínia tinha escolhido, quem? quem? quem... QUEM???
O livro inteiro é bem legal, a história flui e o final não é uma interrompida brusca, como se tivesse que ter mais coisa depois daquilo, pelo amor de deus. O final é a conclusão de uma etapa de transição na vida de 3 ou 4 ou 5 pessoas. Não preciso que o livro continue para continuar existindo, porque o Bia simplesmente plantou os personagens no meu cérebro, então eles continuam lá dentro. As vezes me pego pensando... o que será que aconteceu com a Ana? Então vou e vou e vou e, quando paro, já estou na vigésima geração dela.
Acho que foi um dos poucos -se não o único- livros que li que tratam de uma forma de sexo considerada vulgar sem ser extamente vulgar e sem ter uma voz científica e chata, que dá vontade de dormir.
Eu adorei e recomendo, porque vale a pena.

Como o Bia ainda não publicou o livro, apenas me passou pelo pc, eu não sei como vocês podem consegui-lo. Mas vocês podem ameaçá-lo no blog dele. desde que não o matem, para que ele continue postando regularmente.

::Filosofado por Rayssa Galvão - 10:08 AM - | ::


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ele ainda não me entregou o perfil. morra, pedro.

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Menina saltitante, com tara por quindins e paçocas. De senso de humor duvidoso, canta o dia inteiro e fala sozinha. Tem défict de atenção e problemas de audição. se quiser se certificar de ser ouvido, chame por ela duas vezes no mínimo.

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Quase criança introvertida. Voz de menina mimada. Quando crescer, vai ser uma adulta enrolada. Mas ela tá achando que não vai crescer nunca, e pergunta ao seu umbigo: isso é bom ou ruim?

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